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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

dia mundial do mar


E a assinalar a efeméride, Graeme Mcllwain, director da empresa responsável pelo desenvolvimento e implementação do bypass de Coolangatta na Austrália, passa hoje pela Figueira para uma sessão de esclarecimentos sobre este sistema de transferência de areias. Uma oportunidade para desconstruir a megalomania. E comemorar o mar!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

tão simples quanto isto


Num sítio há areia a mais - um areal de tal forma extenso que pode lá caber uma cidade inteira. Do outro lado há areia a menos - há até alturas em que este lugar se transforma num imenso lago, com o mar a galgar as rochas e a destruir os acessos à praia. E o maior problema é que esta assimetria tende a agravar-se, e a areia continuará a aumentar de um lado, e a ser comida pelo mar, no outro. A boa notícia é que é possível repor a deriva litoral, retirando a areia de onde está em excesso e colocá-la onde é precisa. Como? Através da instalação de um by-pass, um sistema de transporte de areia por bombagem, semelhante ao usado noutras parte do mundo para resolver o mesmo tipo de problemas. Entretanto, enquanto aguardamos pelos estudos de viabilidade financeira, planos e projectos, decisões autárquicas e do poder central, etc, etc, resolvemos não ficar parados e começámos a transportar a areia. Assim, tal e qual, em sacos de pano, grão a grão... Tão simples quanto isto!

domingo, 19 de agosto de 2012

a falta de condições

" Equipa de revisão do POOC vai incluir o projecto do bypass nas possíveis soluções. Afastado o cenário dos quebra-mar destacados." Título da notícia de 8 de Agosto em A Voz da Figueira.

SOS Cabedelo na visita ao bypass de Collangatta, Austrália.

O optimismo do título dilui-se no equívoco das afirmações de Sérgio Barroso: "Parece um projecto interessante mas a equipa não tem condições para o avaliar..." Este responsável pela equipa técnica parece querer remeter para a tutela a avaliação sobre a forma mais eficaz da recarga - referindo-se à reposição artificial de areia em várias praias, cenário que veio defender como o mais exequível para a protecção da orla costeira. O que quer isto dizer? Estará a equipa contratada pela tutela, a quem foi encomendado o estudo técnico com a formulação dos cenários de protecção, a querer descartar as suas responsabilidades? Qual é a falta de condições a que se refere? A estas dúvidas contrapomos as seguintes certezas: que o bypass se enquadra na principal orientação de protecção que defende a recarga das praias; que não é possível qualquer análise comparativa sem o aprofundamento do estudo técnico que também considere a hipótese do bypass; que será certa a falta de condições para eleição da solução que melhor possa servir o interesse público, se a equipa técnica não tiver capacidade para aceitar este desafio.
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