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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

arte



“Estos hombres pescan sin tener un puerto...?! Estos son los mejores pescadores del mundo…!” 
Observação dirigida a Alfredo Pinheiro Marques em congresso internacional onde o presidente do CEMAR falou sobre a Arte-Xávega.

Sérgio Barroso, coordenador da equipe técnica para a revisão do POOC, afirmou em reunião extraordinária da câmara que quer “proteger as actividades económicas que se desenvolvem na costa, incluindo a Arte-Xávega”. Concordamos, louvamos e acrescentamos também a pesca no penedo de Buarcos, a praia de banhos e as ondas para o surf. Não são estas as posições de princípio que nos dividem, mas antes as propostas contraditórias com estes princípios que atentam contra a circulação da areia no mar. Fica por esclarecer se somos nós que estamos equivocados quanto à leitura da afirmação ou se será Sérgio Barroso que se terá enganado nas propostas formuladas. Uma coisa é certa, a Arte-Xávega e os outros usos desta fronteira entre terra e mar, dependem da qualidade da praia submersa (banco-de-areia) e esta depende da qualidade da deriva litoral. 

sábado, 21 de julho de 2012

a fronteira

Nessa fronteira, que é a orla costeira, onde a terra e o mar se encontram, nessa fronteira fluida, feita de recuos e de avanços, exercitam-se práticas ancestrais, gerem-se saberes, adquirem-se competências, rompem-se os limites da legalidade e reproduz-se, ativamente, a herança cultural de uma comunidade. E só faz sentido olhar para esta fronteira de forma integrada, considerando-se que, para além das areias e dos turistas, a solução passa, sobretudo, por escutar os de cá. A começar pelos que vivem do mar e que atravessam essa fronteira diariamente. Daniela Araújo


foto daqui

sábado, 14 de julho de 2012

pesca de arrasto

Em todo o vasto areal que se estende de Espinho ao cabo Mondego, a pesca é de arrasto e a grande abundância de sardinha, grande, média e pequena ou, por outra, vareirinha como lhe chamam no interior das terras. O areal e o mar ensinam e exigem a pesca colectiva - um grande barco, uma grande rede e uma forte companha. A saída é perigosa e de um momento para o outro a onda cresce e o barco não pode abdicar. Daí as enormes embarcações as redes, as cordas e os bois para as puxar. Para o sul, até Pedrogos, em Lavos, em Buarcos, a pesca é também costeira e de arrasto.

Julho de 1922, Os pescadores, Raul Brandão


 foto daqui
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